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Se o LED evolui rápido, como a norma se manterá eficaz?

A rápida evolução de novas tecnologias tem trazido para o Brasil um enorme desafio, especialmente no que se refere às regulamentações e normas técnicas que devem orientar e reger os produtos e o mercado brasileiros.

 

No que se refere à iluminação, o desafio é muito maior. No Brasil, temos uma idéia diferente de normalização e regulamentação do que em relação ao restante do mundo. E quando se trata de uma nova tecnologia como a iluminação LED, a validação das normas não acompanha o seu desenvolvimento em velocidade suficiente, e isso tem impactado no desenvolvimento e na comercialização de novo produtos.

 

“Em iluminação, tivemos durante muito tempo os produtos ‘estacionados’ e seu desenvolvimento sempre esteve ligado à tecnologia ‘a gás’ ou “a vapor”. Entretanto, hoje estamos na era digital e o LED segue nesta tendência de desenvolvimento e introdução no mercado, no que podemos chamar de era da velocidade”, afirma o Colaborador Técnico da Abilumi, Alfredo Bomílcar.

 

“Tentando nos preparar para isso, há quatro anos tivemos uma arrancada na elaboração e publicação de uma coleção de normas para os produtos LED pela ABNT, buscando orientar e disciplinar o mercado para produtos alinhados com a tendência das normas europeias (IEC) e a norte-americana (ANSI e LM´s). O problema foi que os produtos e estas normas continuaram a serem atualizadas e nós ‘estacionamos’. Novas ações estão em curso, mas necessitam maior velocidade, conforme feito antes”, explica o especialista.

 

Normas são mais conhecidas pelos técnicos, e por isso o Inmetro entrou com sua parte, buscando trazer proteção ao mercado e ao consumidor, através dos Regulamentos Técnicos da Qualidade (RTQ) e dos Regulamentos de Avaliação da Conformidade (RAC). Estes regulamentos, elaborados com participação mais ampla da sociedade e técnicos, busca trazer requisitos mínimos para os produtos. Tais regulamentos são elaborados e após consulta pública são ajustados e publicados. Após um tempo de ajuste do mercado passam a ser compulsórios e certificados por entidades terceiras que buscam assegurar sua conformidade com os requisitos dos regulamentos.

 

“Sendo também mais flexíveis, os regulamentos deveriam buscar sempre atualizações e aplicação imediata por meio de publicações complementares, possibilitando com isso as atualizações necessárias aos produtos e ao mercado”, diz Bomílcar. “Todo este processo deveria fluir de maneira simples, conforme descrevemos acima, mas ainda não tivemos por parte dos órgãos envolvidos o foco necessário para que tudo isso funcione rápida e eficientemente.”

 

Melhor conhecimento de técnicas de avaliação dos produtos e rápida atualização dos laboratórios, assim como de seu corpo técnico, além da participação maior dos órgãos certificadores nestes processos são essenciais para que tenhamos o melhor custo benefício para os consumidores.

 

“Apesar de mecanismos a mão, muita burocracia ainda existe dentro das organizações. É necessário mais dedicação e foco em um produto que muda tão rapidamente, para que não deixemos o mercado e os consumidores sem acesso ao melhor que a tecnologia tem a oferecer”, completa o engenheiro.

 

Fonte: ABILUMI.ORG.BR

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