Selo Procel sobe a régua para 170 lm/W. A WAVE já nasceu em 200 lm/W

A iluminação pública brasileira acaba de entrar em um novo patamar de eficiência energética.
Em 31 de agosto de 2026, terminou o período de transição para adequação das luminárias LED destinadas à iluminação viária aos novos critérios técnicos do Selo Procel.
Desde 1º de setembro de 2026, os modelos que utilizam o Selo Procel precisam comprovar atendimento integral aos critérios técnicos atualmente vigentes.
Entre as mudanças, um número chama especialmente a atenção:
170 lm/W de eficácia luminosa mínima para o Selo Procel.
O que mudou nos novos critérios do Selo Procel para iluminação pública?
A atualização representa uma evolução importante para o mercado brasileiro de iluminação pública.
Os critérios anteriores aplicáveis à categoria haviam sido estabelecidos em 2017. Desde então, a tecnologia LED avançou significativamente em eficiência, desempenho óptico, durabilidade e controle eletrônico.
Com os novos critérios, o Procel passa a exigir das luminárias LED viárias uma eficácia luminosa mínima de 170 lúmens por watt — lm/W.
Na prática, isso significa elevar a referência de eficiência energética utilizada pelo setor.
E a Demape já vinha trabalhando acima desse patamar.
WAVE: luminária pública desenvolvida para atingir até 200 lm/W
Quando a nova geração de luminárias públicas WAVE foi desenvolvida, o objetivo da Demape não era apenas acompanhar o nível de eficiência disponível no mercado.
A proposta era avançar.
A WAVE foi desenvolvida para alcançar até 200 lm/W de eficácia luminosa, permitindo gerar elevado fluxo luminoso com menor potência instalada.
Quanto de fluxo luminoso a WAVE pode entregar?
Considerando uma eficácia de 200 lm/W, temos:
50 W → até 10.000 lúmens
80 W → até 16.000 lúmens
100 W → até 20.000 lúmens
150 W → até 30.000 lúmens
200 W → até 40.000 lúmens
Na versão de 200 W, por exemplo:
200 W × 200 lm/W = 40.000 lúmens
Mas o que essa diferença entre 170 lm/W e 200 lm/W pode representar na prática?
É nesse ponto que a eficiência deixa de ser apenas um dado presente na ficha técnica.
170 lm/W x 200 lm/W: qual é a diferença no consumo de energia?
Imagine um projeto que precise entregar aproximadamente 40.000 lúmens por ponto de iluminação.
Com uma luminária operando a 200 lm/W, seriam necessários:
40.000 ÷ 200 = 200 W
Já com uma luminária de 170 lm/W, para produzir o mesmo fluxo luminoso:
40.000 ÷ 170 = aproximadamente 235 W
Isso representa cerca de:
35 W a menos por ponto de iluminação.
Na comparação entre as duas soluções, a redução de potência fica próxima de 15% para a entrega do mesmo fluxo luminoso.
Em apenas uma luminária, essa diferença pode parecer pequena.
Em um parque com centenas ou milhares de pontos de iluminação operando durante anos, o impacto pode ser significativo.
Quanto 35 W de diferença podem representar em cinco anos?
Para entender o impacto financeiro, vamos considerar um cenário de referência:
- 12 horas de funcionamento por dia
- 365 dias por ano
- 5 anos de operação
- Tarifa de energia de R$ 0,50/kWh
- diferença aproximada de 35 W por ponto
Nesse cenário, a economia estimada fica próxima de:
R$ 386 por luminária em cinco anos.
Economia estimada para 100 luminárias
Aproximadamente R$ 38,6 mil em cinco anos.
Economia estimada para 1.000 luminárias
Aproximadamente R$ 386 mil em cinco anos.
Economia estimada para 10.000 luminárias
Aproximadamente R$ 3,86 milhões em cinco anos.
Tudo isso considerando luminárias dimensionadas para entregar aproximadamente o mesmo fluxo luminoso de 40.000 lúmens.
Os valores apresentados são uma simulação.
O resultado real varia de acordo com a tarifa de energia, quantidade de horas de funcionamento, potência efetivamente utilizada, sistemas de dimerização e características específicas de cada projeto.
Ainda assim, o exemplo demonstra como alguns watts de diferença por luminária podem ganhar dimensão financeira quando multiplicados por milhares de pontos e vários anos de operação.
O que significa lm/W em uma luminária LED?
Ela indica quanto fluxo luminoso uma luminária consegue produzir em relação à quantidade de energia elétrica consumida.
Uma luminária de 170 lm/W, por exemplo, produz teoricamente 170 lúmens para cada watt utilizado.
Já uma luminária de 200 lm/W pode produzir 200 lúmens para cada watt.
Quanto maior esse índice, maior é o potencial de produzir luz utilizando menos energia.
Por isso, o lm/W se tornou um dos principais indicadores utilizados para acompanhar a evolução tecnológica da iluminação LED.
Maior eficiência não significa simplesmente colocar mais luz na rua
Existe um ponto fundamental nessa discussão.
Uma iluminação pública eficiente não é aquela que simplesmente apresenta a maior quantidade possível de lúmens.
O projeto precisa entregar a iluminação adequada para cada aplicação.
O que deve ser considerado em um projeto de iluminação pública?
Entre os principais fatores estão:
- distribuição fotométrica;
- iluminância;
- uniformidade;
- espaçamento entre postes;
- altura de instalação;
- largura da via;
- temperatura de cor;
- controle de ofuscamento;
- potência instalada;
- óptica da luminária;
- características da via;
- requisitos técnicos do projeto.
Uma luminária mais eficiente permite trabalhar a relação entre fluxo luminoso e potência consumida, mas o resultado final precisa sempre ser analisado dentro do projeto luminotécnico.
O objetivo é entregar a quantidade de luz necessária, no local correto e utilizando a energia da forma mais eficiente possível.
Por que a nova exigência do Selo Procel é importante para o setor?
A elevação da eficácia mínima para 170 lm/W acompanha o amadurecimento da tecnologia LED e aumenta a referência de eficiência utilizada pelo mercado brasileiro.
Para prefeituras e gestores públicos
A mudança cria uma referência técnica mais elevada para avaliação de soluções utilizadas na modernização de parques de iluminação pública.
Para projetistas e especificadores
O novo patamar acompanha a evolução tecnológica das luminárias e aumenta as possibilidades para projetos com menor potência instalada e maior eficiência energética.
Para concessionárias de iluminação pública
Eficiência energética pode representar menor consumo e redução dos custos operacionais durante a vida útil do parque.
Para fabricantes de luminárias
A atualização reforça a necessidade permanente de investimento em engenharia, desenvolvimento, óptica e eficiência energética.
Para a Demape, também confirma uma direção tecnológica que já vinha sendo adotada no desenvolvimento da nova geração WAVE.
Selo Procel e certificação do Inmetro são a mesma coisa?
Não.
Esse é um ponto importante para quem pesquisa ou especifica luminárias públicas.
A certificação e o registro de uma luminária viária no Inmetro não significam automaticamente que o produto possua o Selo Procel.
O Selo Procel possui seus próprios critérios de eficiência e desempenho.
Por isso, ao comparar produtos, é importante avaliar a documentação específica de cada modelo e não apenas um indicador isolado.
A régua subiu: 170 lm/W agora é a nova referência mínima do Selo Procel
A atualização dos critérios mostra claramente o caminho que a iluminação pública vem seguindo:
mais eficiência energética, menor consumo e evolução tecnológica.
A nova referência mínima para eficácia luminosa é de 170 lm/W.
A nova geração de luminárias públicas WAVE, da Demape, foi desenvolvida para alcançar até 200 lm/W.
Na prática, essa diferença pode permitir que um projeto alcance determinado fluxo luminoso utilizando menos potência.
Quando multiplicada por centenas ou milhares de luminárias operando durante anos, a eficiência deixa de ser apenas um dado técnico.
Ela passa a fazer parte da análise econômica do projeto.
Quanto 200 lm/W pode representar no seu projeto de iluminação pública?
Cada cidade, avenida, rodovia ou parque de iluminação possui características próprias.
Por isso, a comparação entre luminárias não deve considerar apenas potência ou quantidade de lúmens isoladamente.
É necessário analisar o conjunto da aplicação.
A Demape pode auxiliar na comparação de potência, fluxo luminoso, consumo de energia e desempenho luminotécnico, buscando a solução mais adequada para cada projeto.
A régua subiu para 170 lm/W.
A WAVE já nasceu preparada para chegar a 200 lm/W.
Fale com a Demape e descubra o que essa diferença pode representar no seu projeto de iluminação pública.
Demape | Tecnologia e confiabilidade em iluminação pública.
Perguntas frequentes
Desde 1º de setembro de 2026, os novos critérios do Selo Procel para luminárias LED de iluminação viária estabelecem uma eficácia luminosa mínima de 170 lm/W. Esse valor indica quantos lúmens a luminária entrega para cada watt de energia consumido.
Significa que a luminária pode entregar até 200 lúmens de fluxo luminoso para cada watt de potência consumida. Quanto maior a eficácia luminosa, maior é o potencial de entregar o fluxo necessário utilizando menos energia, desde que os demais requisitos do projeto luminotécnico sejam atendidos.
Para entregar o mesmo fluxo luminoso, uma luminária de 200 lm/W pode necessitar de menos potência do que uma solução de 170 lm/W. Para um fluxo de 40.000 lúmens, por exemplo, seriam aproximadamente 200 W a 200 lm/W contra 235 W a 170 lm/W, uma diferença próxima de 35 W por ponto.
Não necessariamente. A eficácia luminosa é um indicador importante de eficiência energética, mas um bom projeto de iluminação pública também precisa considerar fatores como fotometria, iluminância, uniformidade, altura dos postes, espaçamento, características da via e controle de ofuscamento. A luminária precisa ser adequada à aplicação, e não apenas apresentar um número elevado de lm/W.
A nova geração de luminárias públicas WAVE da Demape foi desenvolvida para alcançar até 200 lm/W de eficácia luminosa, dependendo da configuração do produto. Essa eficiência permite trabalhar com elevados fluxos luminosos e menor potência instalada, contribuindo para projetos de iluminação pública mais eficientes.
